SESSÃO PLENÁRIA – Auxílio do DER é vetado e deputados enfrentam Marcos Rocha

Os servidores das frentes de trabalho do DER, Departamento Estadual de Estradas de Rodagem de Rondônia, conseguiram uma importante vitória política nesta quinta-feira (28), durante sessão extraordinária realizada em Ji-Paraná dentro da programação da Rondônia Rural Show.
Mesmo após o governador Marcos Rocha vetar o projeto que garantia auxílio alimentação de R$ 1.200 aos trabalhadores do órgão, a Assembleia Legislativa decidiu enfrentar o Palácio Rio Madeira e derrubou o veto com 13 votos favoráveis.
O benefício havia sido aprovado no mês de abril e comemorado amplamente pelos servidores do DER, que acompanham há anos reclamações envolvendo a distribuição de marmitex durante as atividades nas rodovias estaduais.
Muitos trabalhadores relatavam alimentação de baixa qualidade, refeições insuficientes e até marmitas estragadas durante jornadas pesadas nas frentes de pavimentação e segurança viária em Rondônia.
A proposta aprovada pelos deputados extinguia justamente o modelo antigo de fornecimento das marmitas e criava um auxílio alimentação mensal no valor de R$ 1.200 para os servidores.
Ao analisar o projeto, no entanto, o governador Marcos Rocha decidiu vetar integralmente a matéria.
Durante a sessão desta quinta-feira, parlamentares da base governista argumentaram que o auxílio havia sido aprovado em caráter remuneratório, o que impediria legalmente a implantação do benefício naquela formatação.
Segundo os governistas, seria necessário um novo projeto apontando que o auxílio teria natureza indenizatória para que o pagamento pudesse ocorrer sem questionamentos jurídicos futuros.
Apesar da justificativa apresentada pelo governo, a maioria dos deputados decidiu manter o posicionamento favorável aos trabalhadores do DER e derrubou o veto do Executivo Estadual.
Com a decisão da Assembleia Legislativa, o auxílio alimentação de R$ 1.200 volta a ter validade e passa a representar mais uma derrota política para o governo Marcos Rocha dentro do Parlamento Estadual.
A votação também expôs um clima de desgaste entre parte dos deputados e o Palácio Rio Madeira em meio ao início das movimentações políticas visando as eleições de 2026.



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