ALFINETADA – “Para falar de CPI, não pode ter o rabo preso”, diz Silvia Cristina

ALFINETADA – “Para falar de CPI, não pode ter o rabo preso”, diz Silvia Cristina

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A deputada federal Silvia Cristina, pré-candidata ao Senado por Rondônia, elevou o tom contra parlamentares da própria bancada federal durante entrevista concedida ao podcast Resenha Política, comandado pelo jornalista Robson Oliveira.

Sem citar nomes diretamente, Silvia fez críticas contundentes a senadores que, segundo ela, usam as redes sociais para discursar contra o Supremo Tribunal Federal (STF), defender CPIs e até pedidos de impeachment, mas acabam recuando na hora de assinar requerimentos oficiais no Senado.

A declaração foi dada enquanto comentava a dificuldade para instalação de CPIs, como a do Banco Master, que até agora não avançou no Senado Federal.

“Para falar de CPI, não pode ter o rabo preso”, afirmou a deputada durante a entrevista, ela disse ainda que muitos parlamentares retiram assinaturas de pedidos de CPI ou impeachment por medo de consequências judiciais.

Segundo ela, há políticos que “devem” e, por isso, evitam se comprometer em pautas mais sensíveis.


A parlamentar afirmou que, para enfrentar temas delicados em Brasília, é necessário “ter as mãos limpas” e não possuir pendências na Justiça.

Em outro trecho da entrevista, a deputada também criticou o que classificou como “blá-blá-blá” político nas redes sociais.

“Tem muita gente nas redes sociais dizendo o que faz e acontece, mas na verdade não pode fazer nada, porque deve”, declarou.

A fala foi interpretada como uma clara alfinetada aos senadores Marcos Rogério e Jaime Bagattoli, ambos do PL, os dois são conhecidos pelo forte discurso conservador nas redes sociais e por defenderem publicamente CPIs e medidas contra ministros do STF, mas também acumulam críticas de aliados da direita por episódios envolvendo retirada ou ausência de assinaturas em requerimentos considerados estratégicos pela oposição.

A declaração de Silvia Cristina esquenta ainda mais o clima da disputa ao Senado em Rondônia, onde o campo da direita já começa a mostrar sinais de divisão antes mesmo do início oficial da campanha de 2026.

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