ALERTA – Avanço do VSR expõe possível falta de vacina em Rondônia

O avanço dos casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em todo o país já acende um alerta em Rondônia, principalmente pelo aumento das doenças respiratórias em crianças pequenas e pela preocupação com a cobertura vacinal disponível no estado.
Incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) no final de 2025, a vacina contra o VSR ainda gera questionamentos sobre a quantidade de doses enviadas para Rondônia, o número de aplicações realizadas e a capacidade da rede pública em enfrentar um possível aumento nas internações pediátricas.
Diante do cenário, a deputada federal Silvia Cristina protocolou um requerimento direcionado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cobrando informações detalhadas sobre a vacinação, estoque de imunizantes e dados oficiais relacionados às infecções por VSR.
Dados do próprio Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou, em 2025, 120.176 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por vírus respiratórios. Desse total, 43.946 casos, equivalente a 36,6%, foram associados ao VSR.
As crianças menores de dois anos seguem como as mais afetadas. Segundo os números oficiais, foram 36.218 hospitalizações nessa faixa etária, representando 82,5% dos casos graves ligados ao vírus.
Em Rondônia, o período de maior circulação de vírus respiratórios costuma pressionar unidades de saúde e hospitais, principalmente nos atendimentos pediátricos. A preocupação é que uma possível baixa cobertura vacinal aumente ainda mais o número de internações.
Silvia Cristina afirmou que o objetivo do requerimento é entender se Rondônia e os demais estados estão recebendo suporte suficiente do Governo Federal para enfrentar o avanço do vírus.
“Precisamos saber quantas vacinas chegaram ao estado, quantas foram aplicadas e qual é o planejamento do Ministério da Saúde diante do aumento dos casos respiratórios”, destacou a parlamentar.
A cobrança ocorre em meio ao crescimento da demanda por atendimentos respiratórios em várias regiões do país, enquanto especialistas alertam para a importância da imunização e do acompanhamento rápido dos sintomas em crianças pequenas e idosos.



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