ELEIÇÕES 2026 – Liderança feminina do PT em RO rejeita Expedito Netto

Os bastidores da política rondoniense começam a esquentar, e desta vez o foco está dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. Durante um ato de filiação promovido pelo PSB no estado — que reuniu lideranças da esquerda local e marcou a entrada de novos quadros — a ex-vereadora de Porto Velho, professora Fatinha, tratou de jogar luz sobre um incômodo que já vinha sendo sussurrado nos corredores: a rejeição ao nome de Expedito Neto como possível candidato do PT ao governo de Rondônia.
Respeitada por sua trajetória histórica na militância petista e reconhecida como uma das vozes mais influentes entre as mulheres do partido no estado, Fatinha foi direta ao classificar como “infeliz” a eventual candidatura de Neto pela sigla. Mais do que uma opinião isolada, a fala carrega peso político e simbólico, principalmente por partir de alguém que ajudou a construir a base ideológica do PT em Rondônia.
O evento contou com a presença de lideranças do PT e de outros partidos de esquerda, além de oficializar a filiação de Samuel Costa ao PSB, já colocado como pré-candidato ao governo. O contraste entre o gesto de fortalecimento coletivo e a crítica pública expôs, na prática, uma disputa interna sobre os rumos do grupo para 2026.
Nos bastidores, a fala de Fatinha foi interpretada como um recado claro: há resistência dentro do PT à construção de uma candidatura que não dialogue diretamente com a identidade histórica do partido. Expedito Neto, apesar de sua trajetória política consolidada, é visto por setores mais ideológicos como um nome distante das bandeiras tradicionais da sigla.
O episódio também revela um possível embate entre pragmatismo eleitoral e coerência ideológica. De um lado, há quem defenda a ampliação de alianças e a busca por nomes com maior competitividade nas urnas. De outro, figuras como Fatinha sinalizam que abrir mão da identidade partidária pode custar caro no longo prazo, especialmente junto à militância mais fiel.
A entrada de Samuel Costa no PSB como pré-candidato ao governo adiciona mais uma camada a esse cenário. Com trânsito entre setores progressistas, ele pode se apresentar como uma alternativa mais alinhada ao discurso da esquerda tradicional, o que tende a intensificar a disputa por protagonismo dentro do campo.
O que antes era tratado com cautela e conversas reservadas agora ganha contornos públicos. E quando divergências internas deixam o bastidor e chegam ao microfone, o recado é claro: o processo de definição de candidaturas no PT de Rondônia está longe de ser pacífico.
Nos próximos meses, a tendência é que essas tensões se aprofundem, especialmente à medida que o calendário eleitoral se aproxima e as articulações ganham ritmo. Por enquanto, uma coisa já é certa: a fala de Fatinha não apenas expôs uma divisão — ela pode ter inaugurado uma nova fase de disputas dentro da esquerda rondoniense.
Confira Vídeo:



Publicar comentário