POR CINCO VOTOS – Eleição na AROM escancara racha entre prefeitos de Rondônia

A eleição da Associação Rondoniense de Municípios (AROM) terminou com um recado claro de que os prefeitos estão longe de caminhar em unidade.
O prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro, foi eleito novo presidente da entidade após uma disputa apertada contra o prefeito de São Felipe D’Oeste, Ney da Paiol. Marcélio recebeu 26 votos, enquanto Ney somou 21.
A diferença mínima de apenas cinco votos expôs um cenário de divisão entre os gestores municipais e já começa a ser interpretada nos bastidores como uma prévia do clima político que Rondônia deverá enfrentar nas eleições estaduais.
A AROM possui papel estratégico dentro da política rondoniense, a entidade atua diretamente na defesa de pautas municipalistas, na articulação política entre prefeitos e no fortalecimento das gestões municipais perante o Governo do Estado e o Governo Federal.
A vitória de Marcélio também ocorre em meio a desgastes envolvendo seu nome, o prefeito de Nova Mamoré foi alvo de um pedido de cassação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral de Rondônia (MPE-RO) nas eleições de 2024.
Marcélio chegou a ser preso em flagrante com R$ 30 mil em dinheiro vivo, valor que, segundo a acusação, não constava na prestação de contas eleitoral.
Mesmo diante da polêmica, Marcélio conseguiu construir maioria suficiente para assumir o comando da AROM, mas a votação apertada deixou evidente que a entidade sai da eleição dividida politicamente.
O resultado reforça a percepção de que o ambiente político entre os prefeitos de Rondônia está longe da unanimidade e que as disputas internas devem ganhar ainda mais intensidade à medida que o cenário eleitoral de 2026 começa a se desenhar no estado.



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