RESILIÊNCIA – Samuel Costa coloca oligarquia de João Campos de joelhos em Rondônia

A política de Rondônia acaba de produzir uma derrota que ultrapassa as fronteiras do Estado. O candidato do PSB ao Governo de Rondônia, Samuel Costa, conseguiu resistir à ofensiva da direção nacional do partido e colocar de joelhos uma das mais tradicionais estruturas políticas do Nordeste.
De um lado estava João Campos, prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, herdeiro de uma das mais conhecidas famílias políticas do país e uma das principais lideranças do PSB nacional. Do outro, um candidato de Rondônia que decidiu não aceitar de cabeça baixa uma decisão tomada longe do Estado e que atingia diretamente sua candidatura.
A direção nacional do PSB tentou destituir o comando estadual da legenda, interromper o projeto de Samuel Costa e conduzir o partido para uma aliança com o PT na disputa pelo Governo de Rondônia. A estratégia, porém, encontrou resistência e acabou esbarrando na Justiça Eleitoral.
O resultado foi contundente: por unanimidade, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia reconheceu o direito de Samuel Costa de manter sua candidatura ao Governo do Estado, impondo uma derrota jurídica e política à intervenção articulada pela direção nacional do PSB.
Samuel, que poderia ter sido esmagado pelo peso da máquina partidária, permaneceu de pé. E mais do que isso: conseguiu provar que uma decisão tomada nos gabinetes da cúpula nacional não necessariamente se sobrepõe à realidade política de cada Estado.
O episódio também deixou uma lição incômoda para quem tenta comandar partidos de cima para baixo. Rondônia não é Recife, e a política rondoniense não pode ser tratada como extensão de projetos construídos em Pernambuco ou em qualquer outro centro de poder.
João Campos sentiu, em Rondônia, o peso de uma derrota que talvez não estivesse acostumado a enfrentar. O herdeiro de uma das mais tradicionais oligarquias políticas do Nordeste foi obrigado a recuar diante de um candidato que não aceitou desaparecer por determinação da cúpula partidária.
Samuel Costa, por sua vez, sentiu o gosto da mão pesada do poder partidário — e conseguiu sobreviver a ela. Sai desse episódio maior politicamente, com uma candidatura que resistiu à pressão nacional e uma vitória que expõe os limites da velha prática de decidir o destino dos Estados de cima para baixo.
Em Rondônia, desta vez, a oligarquia não mandou. E quem tentou mandar acabou de joelhos.



Publicar comentário