CLIMA TENSO – “Eu não tenho duas caras”, dispara Elis Regina contra Santana

A sessão plenária da Câmara Municipal de Porto Velho, realizada nesta segunda-feira (11), foi marcada por um momento de tensão entre os vereadores Elis Regina e Devanildo Santana durante o debate sobre o reajuste salarial dos servidores municipais.
Ao utilizar a tribuna, Devanildo Santana abordou a situação dos trabalhadores da Prefeitura e também da Câmara Municipal, defendendo a necessidade do aumento salarial, durante o discurso, o parlamentar afirmou que, apesar de não ser “pai nem mãe dos servidores”, reconhecia em Elis Regina uma das principais defensoras da categoria.
“Não sou pai nem mãe dos servidores, sou vereador que fala pelos servidores, e eu rogo a Deus que a nossa vereadora Elis Regina, que defende os servidores, venha trazer logo esse aumento para o servidor. Elis, nós confiamos em você, você é a mãe, a leoa dos servidores”, declarou Devanildo.
A fala, no entanto, não foi bem recebida pela vereadora, que respondeu em tom firme logo após o pronunciamento do colega parlamentar, Elis Regina afirmou que não faz “dois papéis” na política e destacou que prefere atitudes concretas a discursos.
“É muito fácil fazer discurso. Difícil é ter atitude”, disparou.
A vereadora ainda fez referência à possibilidade de Devanildo assumir cargo no Executivo futuramente e cobrou coerência caso isso aconteça.
“Eu espero, doutor Santana, que se o nosso candidato sair e for eleito, que o senhor, por ser secretário, tenha esse mesmo pensamento que teve aqui. Busque, ajude, faça pelas pessoas quando o senhor tiver o poder na mão”, afirmou.
Elis também reforçou sua longa trajetória política e sindical, destacando que mantém a mesma postura dentro e fora da vida pública.
“Estou com 60 anos de idade, 30 anos de sindicato, cinco mandatos aqui. Eu sou uma pessoa de uma cara só. Quem me vê pela frente, me vê pelas costas, me vê em qualquer lado. Esse é o meu perfil. Goste de mim ou não goste”, declarou.
O episódio acabou repercutindo nos bastidores da Câmara, principalmente porque a fala inicial de Devanildo foi interpretada por alguns parlamentares como um elogio político, enquanto Elis Regina enxergou a declaração como uma tentativa de transferir responsabilidades sobre a pauta dos servidores.



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