COMBUSTÍVEL – Ministro critica Marcos Rocha por ficar fora de subsídio ao diesel

COMBUSTÍVEL – Ministro critica Marcos Rocha por ficar fora de subsídio ao diesel

rocha COMBUSTÍVEL - Ministro critica Marcos Rocha por ficar fora de subsídio ao diesel

Uma declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quarta-feira (6), colocou o governador de Rondônia, Marcos Rocha, no centro do debate nacional sobre o custo dos combustíveis.

Segundo o ministro, Rondônia foi o único estado do país a não aderir à subvenção de R$ 1,20 por litro do diesel importado — medida adotada como parte do pacote do governo federal para conter a alta dos preços. Durigan atribuiu a decisão a motivações políticas.

“É lamentável que a gente tenha decisões políticas orientando a decisão do país nesse momento em que fazemos um esforço nacional em benefício da população. São razões estritamente políticas. Se fossem técnicas, os outros 26 estados também apontariam isso para nós”, afirmou.

A subvenção foi anunciada em abril e será custeada parcialmente pela União, que arcará com R$ 0,60 por litro, enquanto os estados participantes compensariam a outra metade. O incentivo se soma ao subsídio já existente de R$ 0,32, totalizando R$ 1,52 por litro do diesel importado.

De acordo com o governo federal, a medida busca garantir o abastecimento do país, estimulando a importação do combustível e reduzindo o impacto ao consumidor final. Em contrapartida, os importadores deverão ampliar a oferta aos distribuidores e assegurar o repasse do benefício aos preços.

Com validade prevista para abril e maio de 2026, o programa terá custo total estimado em R$ 4 bilhões, sendo metade bancada pela União e o restante dividido entre estados e o Distrito Federal.

A declaração do ministro intensifica o embate político e isola Rondônia em uma decisão que contraria a adesão dos demais estados ao programa federal.

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